Encontrando seu próprio caminho

Por Elisabeth Cavalcante em Biblioteca Virtual da Antroposofia – 13/01/2014

Todo ser humano tem dentro de si a resposta sobre o que necessita para ser profundamente feliz. Entretanto, o ego nos leva a olhar sempre para fora, para longe, comparando-nos com os demais e cultivando o sentimento de que o que o outro alcançou é sempre melhor do que o que somos capazes de conseguir….

Enquanto seguirmos o modelo alheio, por melhores que sejam as pessoas nas quais nos inspiramos, ainda assim, estaremos sendo inautênticos. Porque a autenticidade consiste em seguir a nossa própria verdade interior, e expressar no mundo nossos dons, aqueles com que a existência nos dotou.

Aceitar que somos seres únicos, especiais, constitui a grande conquista no caminho da autoestima. Quando somos preenchidos pela certeza de que nossa natureza é individual e não pode ser comparada a ninguém mais, iniciamos finalmente a caminhada rumo a uma vida verdadeira.

E, na medida em que vamos fazendo nossas próprias escolhas, confiando cada vez mais em nosso coração e nas diretrizes que ele nos aponta, a verdade se torna clara: temos um poder intrínseco que não pertence a mais ninguém.

Chegamos, enfim, ao segredo da autêntica felicidade. “Você é um indivíduo único em seu próprio direito. Você tem que encontrar a verdade sozinho e não por seguir os passos de outra pessoa. O mundo da verdade é algo como o céu, onde os pássaros voam, mas não deixam pegadas. O mundo da verdade também não tem pegadas de Jesus ou Gautama Buda ou Lao Tzu.

É o mundo da consciência. Onde você pode deixar as pegadas?

Todos os seguidores, sem exceção, estão errados. Eles estão seguindo alguém, porque eles não são corajosos o suficiente para procurar e pesquisar por conta própria. Eles estão com medo de que “Sozinho eu posso não ser capaz de encontrar qualquer coisa. E o que é necessário quando Gautama Buda encontrou?”

Mas você nunca pensa que, quando Gautama Buda bebe, a sede dele é saciada. Mas isso não vai ajudar a sua sede. Jesus comeu, sua fome se foi. Mas isso não vai fazer você nutrido. Você tem que comer, você tem que beber. Você não pode simplesmente depender de que tantas grandes pessoas amaram, qual é a necessidade de que você ame? Você pode simplesmente segui-los. Mas isso não vai ser amor, vai ser apenas uma cópia carbono. E ser uma cópia carbono neste mundo é a maneira mais feia de ser.

“O homem é sempre original, autêntico. Ele não é uma réplica, não é uma repetição. Ele é uma nova música, uma nova dança, um novo começo, sempre e sempre”.  – Osho

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